Mercado financeiro projeta Selic de até 14,25% para o final de 2026
Analistas elevam estimativas para a taxa básica de juros diante de riscos fiscais, inflação persistente e incertezas climáticas no Brasil.
Pontos principais
- Projeções para a Selic ao final de 2026 variam entre 13,5% e 14,25%.
- Estímulos fiscais do governo mantêm a demanda aquecida e dificultam o controle inflacionário.
- Riscos de um El Niño severo em 2026 pressionam as expectativas para os preços de alimentos.
- Cenário externo é impactado por tensões geopolíticas e pela agenda protecionista dos EUA.
- Inflação de serviços e mercado de trabalho apertado limitam espaço para cortes de juros pelo Copom.
Instituições financeiras revisaram para cima as projeções da taxa Selic para o encerramento de 2026, apontando um cenário de juros mais altos por um período prolongado. A desancoragem das expectativas de inflação, impulsionada por estímulos fiscais que mantêm a atividade econômica aquecida, é o principal fator de preocupação para o mercado. Além disso, a inércia na inflação de serviços e a rigidez do mercado de trabalho brasileiro restringem a capacidade do Copom de promover cortes adicionais na taxa básica.
O cenário é agravado por incertezas externas e climáticas. A agenda protecionista dos EUA, os custos elevados de inteligência artificial e os conflitos no Oriente Médio adicionam volatilidade, enquanto a previsão de um El Niño severo ameaça elevar os preços de alimentos. Esses fatores combinados forçam analistas a prever uma política monetária mais restritiva para conter a pressão sobre os preços e estabilizar a economia nacional.
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