Analistas elevam estimativas para a taxa básica de juros diante de riscos fiscais, inflação persistente e incertezas climáticas no Brasil.
Instituições financeiras revisaram para cima as projeções da taxa Selic para o encerramento de 2026, apontando um cenário de juros mais altos por um período prolongado. A desancoragem das expectativas de inflação, impulsionada por estímulos fiscais que mantêm a atividade econômica aquecida, é o principal fator de preocupação para o mercado. Além disso, a inércia na inflação de serviços e a rigidez do mercado de trabalho brasileiro restringem a capacidade do Copom de promover cortes adicionais na taxa básica.
O cenário é agravado por incertezas externas e climáticas. A agenda protecionista dos EUA, os custos elevados de inteligência artificial e os conflitos no Oriente Médio adicionam volatilidade, enquanto a previsão de um El Niño severo ameaça elevar os preços de alimentos. Esses fatores combinados forçam analistas a prever uma política monetária mais restritiva para conter a pressão sobre os preços e estabilizar a economia nacional.
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