O aumento na demanda pelo programa Gás do Povo gera impasse entre distribuidoras, fabricantes e a siderurgia nacional sobre a importação de botijões.
A expansão do programa social Gás do Povo, que visa atender 15 milhões de famílias de baixa renda, desencadeou um embate comercial no setor de GLP. Com a previsão de um aumento significativo no consumo, distribuidoras de gás e fabricantes de botijões divergem sobre a viabilidade de importar recipientes sem a incidência de taxas. Enquanto as distribuidoras buscam garantir o abastecimento rápido para atender à meta do governo, fabricantes nacionais e o setor siderúrgico alertam para os riscos de desindustrialização e perda de competitividade da produção local de aço. O impasse coloca em lados opostos a necessidade de agilidade na execução de políticas públicas de assistência social e a proteção da indústria brasileira, que tenta se adaptar ao novo patamar de demanda gerado pela iniciativa governamental.
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