Queda nos custos globais de insumos, impulsionada pela normalização da oferta, coloca o Brasil como mercado decisivo para o segundo semestre de 2026.
O mercado global de fertilizantes atravessa um período de descompressão de preços, com a ureia registrando uma queda superior a 30% desde abril. Esse movimento reflete a diminuição do prêmio de risco associado a conflitos no Oriente Médio, além da flexibilização das exportações pela China e a normalização logística via Estreito de Ormuz. Nesse cenário, o Brasil emerge como peça-chave para a definição das tendências de preços no segundo semestre de 2026, dada a expectativa de retomada das compras de insumos pelo setor agrícola nacional. A tendência de queda nos custos de produção, somada aos estoques confortáveis e às boas condições de safra no Hemisfério Norte, sinaliza um alívio potencial para a inflação de alimentos, embora analistas alertem que o mercado permanece sensível a novas incertezas geopolíticas.
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