Xi Jinping visita Coreia do Norte em primeira viagem internacional de 2026
O líder chinês concluiu uma visita de dois dias a Pyongyang, onde reafirmou com Kim Jong-un o compromisso de fortalecer os laços estratégicos e diplomáticos.
Pontos principais
- A visita marca a primeira viagem internacional de Xi Jinping em 2026 e seu primeiro retorno a Pyongyang em sete anos.
- Xi Jinping e Kim Jong-un prometeram abrir um novo capítulo nas relações bilaterais entre os dois países.
- O encontro visa equilibrar a influência chinesa em meio ao estreitamento das relações militares entre Coreia do Norte e Rússia.
- A agenda prevê a reativação de voos civis e transporte ferroviário para estimular o comércio e o turismo.
- Xi Jinping e a primeira-dama Peng Liyuan visitaram a Torre da Amizade Sino-Coreana ao lado de Kim Jong-un e Ri Sol-ju.
- A cerimônia no monumento homenageou os mártires do Exército de Voluntários do Povo Chinês, evocando a memória histórica compartilhada.
- Líderes destacaram o compromisso mútuo com a defesa da soberania nacional e a expansão da cooperação política, econômica e cultural.
O presidente chinês, Xi Jinping, concluiu sua primeira agenda internacional de 2026 com uma visita oficial de dois dias à Coreia do Norte. Recebido pessoalmente por Kim Jong-un, o líder chinês participou de cerimônias de boas-vindas e reforçou o compromisso de Pequim com a estabilidade regional. Durante o encontro, que marcou o primeiro contato oficial entre os dois líderes em Pyongyang desde 2019, ambos prometeram abrir um novo capítulo nas relações bilaterais, enfatizando a expansão da cooperação em diversas áreas e reafirmando o compromisso mútuo com a defesa da soberania nacional. A estadia de Xi na Kumsusan State Guest House simboliza a importância estratégica que Pequim confere a este movimento, interpretado como uma tentativa de consolidar sua influência em um momento de tensões geopolíticas globais.
Como parte da agenda simbólica, Xi Jinping e a primeira-dama Peng Liyuan visitaram a Torre da Amizade Sino-Coreana em Pyongyang, acompanhados pelo líder norte-coreano Kim Jong-un e sua esposa, Ri Sol-ju. A cerimônia, que incluiu a deposição de uma coroa de flores em homenagem aos mártires do Exército de Voluntários do Povo Chinês, serviu para evocar a "memória histórica eterna" e os laços militares forjados entre os dois países. O gesto reforçou a narrativa de uma aliança histórica duradoura, servindo como contraponto diplomático durante as tratativas de alto nível.
Além das questões de segurança e memória, a agenda focou na retomada de conexões de transporte civil para impulsionar o comércio e o turismo. A visita reforça a prioridade de Pequim em manter a estabilidade na península coreana enquanto equilibra sua posição diante da recente aproximação militar entre Pyongyang e Moscou. Ao final das tratativas, os líderes reafirmaram o compromisso de estreitar os laços diplomáticos e estratégicos, consolidando a presença de Xi Jinping como um mediador central na dinâmica política da região e garantindo que a China permaneça como o principal parceiro econômico e diplomático do regime norte-coreano.
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