O projeto Redata é visto como peça-chave para viabilizar investimentos bilionários e tornar data centers brasileiros competitivos globalmente.
O mercado de data centers consolidou-se como a nova fronteira de investimentos em infraestrutura no Brasil, impulsionado pela crescente demanda por processamento de inteligência artificial. Embora o país apresente uma vantagem estratégica significativa devido à sua matriz de energia renovável, o setor enfrenta barreiras de custo que dificultam a atração de capital. Atualmente, a construção de infraestruturas de dados no Brasil é 35% mais cara do que nos Estados Unidos, uma diferença atribuída principalmente à carga tributária sobre a importação de componentes tecnológicos essenciais.
Para reverter esse cenário, executivos e instituições financeiras aguardam a aprovação do projeto Redata. A medida é considerada fundamental para garantir a competitividade fiscal, permitindo que o país escale sua capacidade instalada de 750 MW para 3 GW até 2032. Caso aprovado, o projeto tem o potencial de destravar cerca de R$ 100 bilhões em capex anuais, consolidando o Brasil como um hub regional para o setor.
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