Polícia Federal investiga venda de decisões judiciais em Mato Grosso
Operação Gemini apura esquema de corrupção envolvendo desembargador afastado e deputado estadual no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Pontos principais
- A Operação Gemini investiga a venda de sentenças judiciais e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
- O desembargador afastado Dirceu dos Santos e o deputado estadual Faissal Calil são alvos de mandados de busca e apreensão.
- Investigações apontam que o esquema teria sido intermediado pelo advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023.
- A Corregedoria identificou uma variação patrimonial a descoberto de R$ 1,91 milhão do magistrado apenas no ano de 2023.
- O CNJ aponta indícios de que o magistrado proferia decisões mediante recebimento de vantagens indevidas.
- O deputado Faissal Calil negou as acusações e afirmou ter colaborado com a entrega de seus dispositivos eletrônicos às autoridades.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Gemini para desarticular um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). Entre os principais alvos das medidas de busca e apreensão estão o desembargador afastado Dirceu dos Santos e o deputado estadual Faissal Calil. A investigação busca coletar provas sobre crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro, focando em mecanismos financeiros utilizados para ocultar valores ilícitos, incluindo a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático dos envolvidos.
Segundo as autoridades e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o esquema teria contado com a intermediação do advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023. O magistrado já estava afastado de suas funções pelo CNJ devido a movimentações financeiras incompatíveis com seus rendimentos, tendo a Corregedoria identificado uma variação patrimonial a descoberto de R$ 1,91 milhão apenas no último ano. Em nota, a defesa do deputado Faissal Calil negou as acusações e afirmou que o parlamentar colaborou com as investigações, entregando voluntariamente seus dispositivos eletrônicos para perícia.
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