Auditorias da CGU revelam desvios milionários do Sesi entre 2017 e 2018 por meio de contratos superfaturados e empresas de fachada.
Auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) apontam um esquema de desvio de recursos do Sesi envolvendo o Instituto Conhecer Brasil (ICB) entre 2017 e 2018. Segundo os relatórios, a entidade utilizava contratos superfaturados, com variações que chegaram a 748%, e empresas de fachada sem funcionários para viabilizar os repasses. O esquema operava em sete estados e no Distrito Federal, focando na subcontratação integral de eventos para companhias que não possuíam capacidade operacional real. A presidente do ICB, Karina Ferreira da Gama, é também responsável pela produtora do filme biográfico de Jair Bolsonaro. Embora o Sesi tenha ajuizado ações para tentar reaver aproximadamente R$ 9,5 milhões, a CGU critica a ausência de medidas de responsabilização interna contra os gestores da entidade que permitiram a continuidade das irregularidades durante o período investigado.
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