Setor aéreo global enfrenta desafios de descarbonização e custos
A Iata aponta dificuldades para atingir metas de emissões zero e avalia impactos da crise no Oriente Médio nos custos operacionais das companhias.
Pontos principais
- A produção global de SAF atingiu 1,9 milhão de toneladas em 2025, cobrindo apenas 0,8% da demanda do setor.
- A meta de neutralidade de carbono até 2050 exige um salto para 500 milhões de toneladas de SAF, objetivo considerado distante.
- O diretor-geral da Iata, Willie Walsh, afirmou que a crise no Oriente Médio pressiona custos, mas não se compara ao impacto da pandemia.
- O aumento no preço do combustível de aviação é o principal reflexo do conflito geopolítico para as empresas aéreas.
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) reforçou que o setor aéreo global não está no caminho para alcançar a meta de emissões líquidas zero até 2050. Segundo o diretor-geral Willie Walsh, o avanço é prejudicado pela baixa oferta de combustível sustentável (SAF), que supriu apenas 0,8% da demanda em 2025. Walsh criticou governos que impõem mandatos de uso sem incentivar a produção, além de apontar dificuldades na implementação do acordo global CORSIA devido a conflitos regulatórios e falta de alinhamento internacional.
Paralelamente, durante encontro no Rio de Janeiro, Walsh comentou o cenário geopolítico atual. O executivo destacou que a crise no Oriente Médio gera insegurança logística e pressiona os custos do combustível de aviação, afetando especialmente companhias que operam no Golfo Pérsico. Contudo, ele ressaltou que o impacto não é comparável ao colapso vivido durante a pandemia de Covid-19, quando a maior parte da frota mundial ficou paralisada. A indústria segue enfrentando um desafio operacional complexo, equilibrando a pressão por sustentabilidade com a volatilidade dos custos globais.
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