Analistas indicam que inflação e desafios fiscais superam o otimismo geopolítico, restringindo a valorização de títulos de longo prazo.
A expectativa de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, sob a gestão do presidente Donald Trump, não deve gerar o alívio esperado nos títulos de longo prazo de mercados emergentes. Segundo analistas, o cenário macroeconômico global, marcado por pressões inflacionárias persistentes e fragilidades fiscais em diversas economias, permanece como o principal determinante para a trajetória dos juros. Embora a distensão geopolítica seja vista como um fator positivo, gestores de fundos mantêm uma postura cautelosa. A avaliação predominante é de que os riscos estruturais inerentes a esses mercados já foram incorporados aos preços dos ativos, tornando o otimismo diplomático insuficiente para superar as barreiras econômicas atuais. Dessa forma, a valorização expressiva desses títulos continua limitada pelas incertezas sobre a estabilidade fiscal e o controle da inflação em escala global.
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