Representantes de comunidades vulneráveis preparam documento com demandas de saneamento que será apresentado na conferência da ONU nos Emirados Árabes.
Jovens de comunidades vulneráveis e tradicionais estão reunidos no Rio de Janeiro para redigir a Declaração das Juventudes, um documento que consolida propostas sobre o direito à água e saneamento básico. A iniciativa, coordenada pela ONG Águas Resilientes, visa levar a perspectiva de populações periféricas para a Conferência de Águas da ONU, que será realizada em dezembro nos Emirados Árabes Unidos. O objetivo é garantir que a diplomacia climática considere as necessidades reais dos grupos mais afetados pela escassez de recursos hídricos. O debate ganha urgência diante do cenário brasileiro, onde aproximadamente 35 milhões de pessoas ainda não possuem acesso a fontes seguras de água. Embora a universalização do saneamento até 2033 demande aportes financeiros bilionários, especialistas alertam que o custo social da inação é insustentável para o desenvolvimento do país.
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