A falta de organização financeira e a mistura de contas pessoais e corporativas elevam o risco de insolvência entre as PMEs brasileiras.
O cenário financeiro das pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil apresenta desafios estruturais significativos, com 59% dos negócios endividados e 43% em estado crítico. A fragilidade na gestão é impulsionada pela resistência à digitalização, visto que 40% das companhias ainda dependem de controles manuais, e pela falta de segregação entre o patrimônio pessoal e o corporativo, prática adotada por 21,6% dos gestores. Essa desorganização força os empreendedores a recorrerem a linhas de crédito emergenciais de alto custo, como o cheque especial e o cartão de crédito, comprometendo a saúde do fluxo de caixa. Especialistas apontam que a adoção de ferramentas digitais de gestão e a renegociação estratégica de passivos são passos fundamentais para que essas empresas alcancem um patamar de crescimento sustentável e superem a vulnerabilidade econômica atual.
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