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Mulher é presa por aplicar golpes fingindo ser criança com autismo

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, foi detida em Santa Catarina após usar identidades falsas para enganar famílias em diversos estados.

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Foto: G1 Mundo
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05/06 às 06:00 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A suspeita, de 37 anos, utilizava nomes falsos para se passar por uma criança de 12 anos com autismo e conquistar abrigo de famílias.
  • Investigações confirmaram registros de estelionato em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.
  • A prisão em Joinville ocorreu após o descumprimento de um acordo judicial firmado em 2023, quando a mulher foi detida no Rio de Janeiro.
  • O caso tem gerado comparações na mídia com a trajetória de Natalia Grace, órfã ucraniana envolvida em polêmica sobre idade e fraude nos EUA.

A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, suspeita de aplicar golpes em diversos estados brasileiros ao se passar por uma adolescente de 12 anos com autismo. A investigada utilizava identidades falsas para conquistar a confiança de famílias, que a acolhiam oferecendo abrigo e suporte emocional. O histórico da suspeita inclui passagens por São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Ceará. Em 2023, ela já havia sido detida no Rio de Janeiro ao alegar que fugia de uma rede de exploração sexual, ocasião em que firmou um acordo de não persecução penal com o Ministério Público, descumprido com a nova prisão em Joinville. As autoridades seguem investigando o número total de vítimas e a extensão dos danos financeiros e psicológicos causados pela reincidência da prática criminosa em todo o país.

A repercussão do caso brasileiro trouxe à tona discussões sobre fraudes de identidade envolvendo a simulação de menoridade, remetendo ao notório caso da ucraniana Natalia Grace nos Estados Unidos. Adotada em 2010 pelo casal Kristine e Michael Barnett, Natalia foi alvo de uma disputa judicial após os pais alegarem que ela seria uma adulta golpista, chegando a alterar legalmente sua data de nascimento. Diferente do caso de Amanda, que responde por estelionato e falsidade ideológica no Brasil, a situação de Natalia envolveu acusações complexas de negligência infantil contra seus pais adotivos, que foram posteriormente arquivadas ou resultaram em absolvição após exames confirmarem a idade real da jovem.

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