Nova obra de Cidinha da Silva discute as barreiras e a luta por representatividade de mulheres negras no mercado editorial brasileiro.
Durante A Feira do Livro, em São Paulo, a escritora Cidinha da Silva lançou sua nova obra, 'Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros'. O texto propõe uma análise crítica sobre as tensões enfrentadas por autoras negras em um mercado editorial brasileiro ainda marcado pela predominância masculina e branca. A autora enfatiza a urgência de combater práticas discriminatórias que restringem a visibilidade e a valorização profissional dessas escritoras, citando a importância histórica de nomes como Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo como referências fundamentais para as novas gerações. Além da análise teórica, a obra discute a disparidade de cachês e a lógica de mercado que perpetua desigualdades. A iniciativa também reforça a importância de políticas de democratização da leitura, garantindo que vozes diversas alcancem um público mais amplo e combatam o silenciamento histórico no setor.
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