China aperta supervisão do setor de fundos privados de US$3,4 trilhões para canalizar 'capital paciente' à tecnologia
CSRC eleva exigências para gestores e intensifica perseguição a atividades ilegais em meio à rivalidade com EUA.
Pontos principais
- CSRC aperta supervisão do setor de fundos privados de 23 trilhões de yuans (US$3,4 trilhões)
- Exigências para registro de gestores ficam mais rigorosas
- Regulador promete intensificar combate a atividades ilegais
- 'Capital paciente' canalizado a fundos de venture capital com foco em tecnologia
- Medida vem duas semanas após Pequim apertar controles transfronteiriços de capital
- Desde 2023, mais de 5 mil gestores já foram descadastrados
- Plataforma multiagência será criada para monitorar riscos
A Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) anunciou em 5 de junho regras mais duras para o mercado de fundos privados, que hoje vale 23 trilhões de yuans (cerca de US$3,4 trilhões), com o objetivo de reduzir riscos financeiros e direcionar capital para inovação tecnológica e indústrias emergentes. As novas regras elevam exigências para registro de gestores, intensificam a perseguição a atividades ilegais e canalizam 'capital paciente' para fundos de venture capital focados em tecnologia.
A medida vem duas semanas depois de Pequim apertar controles transfronteiriços de capital e faz parte de uma campanha mais ampla para direcionar recursos ao setor de tecnologia em meio à rivalidade sino-americana. O regulador também montará uma plataforma multiagência para identificar riscos e intensificará monitoramento de fundos com lastro governamental. As regras aprofundam uma limpeza iniciada em 2023, que já descadastrou mais de cinco mil gestores de fundos privados.
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