Dados do Federal Reserve mostram que o rali do mercado de ações impulsionou a riqueza dos mais ricos, aprofundando a desigualdade econômica nos EUA.
Dados recentes do Federal Reserve revelam que a exposição das famílias americanas ao mercado de ações atingiu um nível recorde de 33% ao final de 2025. Esse crescimento foi sustentado principalmente pelo forte desempenho de ativos ligados à inteligência artificial, que elevaram o valor das carteiras em 18% no período. No entanto, o benefício desse rali financeiro é altamente concentrado, com os 10% mais ricos detendo cerca de 87% do total de ações das famílias. Essa dinâmica tem aprofundado a desigualdade econômica, criando uma economia em formato de K, onde o sucesso do mercado financeiro contrasta com a pressão da inflação sobre a renda real da maioria da população. A disparidade entre o ganho de capital dos estratos superiores e a estagnação do poder de compra dos demais cidadãos permanece como um ponto central de insatisfação social no cenário econômico atual.
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