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Raízen vende operações na Argentina para a Mercuria por US$ 1,42 bi

A Raízen oficializou a venda de seus ativos na Argentina para o grupo Mercuria, visando otimizar sua estrutura de capital e fortalecer sua saúde financeira.

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Foto: Bloomberg - Markets
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04/06 às 10:03 · atualizado 12:04

Pontos principais

  • O valor total da transação é de US$ 1,42 bilhão, englobando pagamentos em caixa e assunção de dívidas.
  • O negócio abrange ativos de refino, distribuição e comercialização de combustíveis e lubrificantes na Argentina.
  • A venda faz parte de um plano mais amplo de desinvestimentos para simplificar o portfólio da companhia.
  • A Raízen enfrenta um processo de renegociação de R$ 65 bilhões em dívidas, que inclui conversão em ações e mudanças na governança.
  • A transação ocorre logo após a empresa apresentar um plano de recuperação extrajudicial para aliviar sua situação financeira.
  • A conclusão do negócio está prevista para ocorrer até março de 2027, dependendo de aprovações regulatórias e judiciais.
  • O CEO Nelson Gomes afirmou que a prioridade imediata é garantir a continuidade operacional durante o período de transição.

A Raízen, joint venture controlada pela Cosan e pela Shell, anunciou a assinatura de um contrato vinculante para a venda de suas operações downstream na Argentina para o Mercuria Energy Group. A transação, avaliada em US$ 1,42 bilhão, inclui pagamentos em dinheiro e a assunção de dívidas associadas aos ativos. O escopo da operação engloba toda a estrutura de refino, distribuição e comercialização de combustíveis e lubrificantes da companhia no país vizinho, incluindo uma das maiores refinarias da Argentina e uma ampla rede de postos de combustíveis, sendo um movimento central para a simplificação do portfólio da empresa.

Esta alienação ocorre em um momento em que a Raízen busca fortalecer sua estrutura financeira, enfrentando um processo de renegociação de R$ 65 bilhões em dívidas com credores. O plano de reestruturação da companhia, que inclui a apresentação de um plano de recuperação extrajudicial, contempla a venda de ativos, a conversão de dívidas em ações e ajustes na governança corporativa. A entrada da Mercuria, uma das maiores tradings globais de energia, reforça a relevância dos ativos negociados no mercado regional e marca o início de uma série de desinvestimentos planejados pela gestão.

O CEO da Raízen, Nelson Gomes, destacou que a prioridade da gestão é assegurar a continuidade operacional durante a transição. A expectativa é que o fechamento do negócio seja concluído até março de 2027, condicionado às aprovações regulatórias e judiciais de praxe. A operação é vista por analistas como um passo fundamental para que a Raízen recupere sua flexibilidade financeira e foque em seus ativos core no Brasil, em meio a um cenário de reestruturação para garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

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