Putin sinaliza disposição para acordo de paz sob pressão de Trump
Putin admite viabilidade das propostas de Trump e não descarta assinar acordo com Zelenskiy, embora condicione a paz a concessões de Kiev e controle territorial russo.
Pontos principais
- Vladimir Putin declarou que as ideias de Donald Trump para a paz na Ucrânia são viáveis, mas condicionou o sucesso a compromissos de Kiev.
- O líder russo afirmou que estaria disposto a assinar um acordo de paz com representantes legítimos da Ucrânia, incluindo a possibilidade de negociar com Volodymyr Zelenskiy.
- A posição de Putin marca uma mudança sutil em relação a críticas anteriores sobre a legitimidade do governo ucraniano, que mantém a lei marcial desde 2022.
- O governo russo anunciou o reforço da defesa aérea após ataques de drones atingirem terminais e bases em São Petersburgo.
- Putin rejeitou a mediação da União Europeia e reafirmou o objetivo de controlar integralmente a região de Donetsk.
- O Kremlin sustenta que não vê sinais de disposição para negociações por parte de Kiev e mantém o avanço militar na linha de frente.
O presidente russo, Vladimir Putin, reiterou a abertura da Rússia para negociações de paz com a Ucrânia, atendendo a um pedido formal do presidente norte-americano, Donald Trump. Durante um evento em São Petersburgo, Putin classificou as propostas de Trump como viáveis e, em uma mudança de tom, não descartou a possibilidade de assinar um acordo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, caso um consenso seja alcançado. A declaração suaviza críticas anteriores do Kremlin sobre a legitimidade do governo de Kiev, que suspendeu eleições devido à lei marcial vigente desde o início do conflito em 2022.
Apesar da sinalização diplomática, o líder russo enfatizou que qualquer avanço depende de concessões ucranianas e reafirmou o objetivo de controlar integralmente a região de Donetsk. Paralelamente, Putin admitiu vulnerabilidades na defesa aérea nacional após ataques de drones atingirem infraestruturas estratégicas, anunciando medidas de reforço imediato. O Kremlin mantém a postura de que, na ausência de um compromisso concreto por parte da Ucrânia, as tropas russas continuarão avançando no campo de batalha, rejeitando a mediação da União Europeia por considerá-la parcial.
Comentários
Carregando comentários...
