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Mosca-varejeira é confirmada no Texas após 60 anos de erradicação

A detecção da praga no Texas agrava a crise de oferta de gado nos EUA, pressionando preços e levando o governo a investir US$ 750 milhões em controle.

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Foto: Axios - Main
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04/06 às 09:30 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O USDA confirmou a presença da mosca-varejeira em um bezerro no Texas, após 60 anos de erradicação.
  • O governo anunciou um investimento de US$ 750 milhões em uma nova instalação para produção de moscas estéreis no Texas.
  • A notícia provocou volatilidade na Chicago Mercantile Exchange, com futuros do gado subindo mais de 3%.
  • Autoridades suspenderam a importação de gado vivo do México e implementaram quarentenas rigorosas.
  • Especialistas estimam que uma infestação generalizada pode causar prejuízos de até US$ 1,8 bilhão ao setor.
  • O parasita, embora raro, pode afetar seres humanos, gerando monitoramento especial para trabalhadores rurais e veterinários.
  • Ações de frigoríficos como Tyson Foods, JBS e Cargill registraram queda diante da incerteza na cadeia de suprimentos.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou a detecção de um caso de mosca-varejeira em um bezerro no Texas, marcando o retorno da praga ao país após seis décadas. O parasita representa uma ameaça severa para um setor pecuário que já opera com o menor rebanho em 75 anos. Em resposta, o governo federal anunciou um investimento de US$ 750 milhões para a construção de uma nova instalação dedicada à produção de moscas estéreis, visando o controle populacional do inseto. Além disso, foram suspensas as importações de gado vivo do México e iniciados protocolos de quarentena e movimentação restrita de animais. Embora o foco seja a sanidade animal, autoridades de saúde também monitoram o risco de contaminação em humanos, com atenção especial a trabalhadores rurais e veterinários que lidam diretamente com o gado. O Meat Institute solicitou ao USDA flexibilizações no transporte de animais de baixo risco para evitar gargalos no abate, enquanto especialistas alertam que uma infestação generalizada poderia gerar prejuízos de até US$ 1,8 bilhão ao estado. A situação gera apreensão quanto à estabilidade da oferta, impactando diretamente o mercado financeiro. Os futuros do gado na Chicago Mercantile Exchange registraram alta de 3% com o temor de redução na produtividade, enquanto ações de grandes frigoríficos como JBS, Cargill e Tyson Foods recuaram na bolsa de Nova York. O cenário impõe um desafio adicional à gestão do presidente Donald Trump, que busca reduzir o custo dos alimentos para o consumidor final. Embora o governo tenha descartado abates em massa, a volatilidade nos preços reflete a incerteza sobre a extensão da praga e os custos operacionais que o setor enfrentará nos próximos meses.

Fonte primária

USDA / Animal and Plant Health Inspection Service (APHIS)

USDA Confirms Presence of New World Screwworm in the United States

Em 3 de junho de 2026, o APHIS confirmou a detecção da mosca-varejeira do Novo Mundo (New World screwworm, NWS) em um bovino no condado de Zavala, Texas. O animal afetado é um bezerro de 3 semanas e as larvas foram identificadas na região umbilical; até o momento não houve novas detecções. O USDA e autoridades do Texas adotam ação imediata para conter e erradicar a praga seguindo o NWS Response Playbook: formação de uma Equipe de Comando de Incidente unificada com a Texas Animal Health Commission; estabelecimento de uma zona infestada de 20 km ao redor da detecção, com quarentenas, controle de trânsito de animais e vigilância; liberação acelerada de moscas estéreis por câmaras de solo, somada aos 4 milhões de moscas estéreis por semana já liberadas por via aérea na área; aumento de armadilhas ao longo da fronteira; vigilância em fauna silvestre; e ações de comunicação local. O National Veterinary Stockpile do USDA está pronto para fornecer tratamentos, equipamentos e apoio logístico. O órgão afirma que o suprimento de alimentos dos EUA é seguro — a mosca-varejeira não infesta carnes, frutas, vegetais ou outros alimentos — e que a inspeção do FSIS, sob o Federal Meat Inspection Act, identificaria qualquer infestação, impedindo que produto contaminado entre na cadeia alimentar. As larvas (maggots) se alojam em feridas abertas e se alimentam da carne viva do animal, podendo, em casos raros, afetar pessoas; o USDA orienta produtores a inspecionar feridas e aberturas corporais (nariz, orelhas, genitália e umbigo de recém-nascidos) e a notificar a autoridade sanitária estadual em caso de suspeita. Citação do Subsecretário Dudley Hoskins: 'Os Estados Unidos já derrotaram esta praga antes, e vamos fazê-lo de novo.'

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