Fed alerta para crescimento de instituições não-bancárias no crédito
Michelle Bowman, vice-presidente do Fed, defende revisão de regras de capital bancário diante da expansão do crédito por instituições não-bancárias.
Pontos principais
- Instituições não-bancárias (NBFIs) ampliaram sua participação no mercado de empréstimos sem a regulação aplicada aos bancos tradicionais.
- Bancos tradicionais têm restringido o crédito para NBFIs devido a incertezas sobre a qualidade dos colaterais e riscos sistêmicos.
- O Federal Reserve estuda flexibilizar normas para incentivar a adoção de tecnologias como inteligência artificial e tokenização.
- Michelle Bowman defende que a supervisão bancária seja ajustada conforme o perfil, tamanho e complexidade de cada instituição.
A vice-presidente do Federal Reserve, Michelle Bowman, manifestou preocupação com a crescente fatia de mercado ocupada por instituições financeiras não-bancárias (NBFIs) no setor de crédito dos Estados Unidos. Segundo Bowman, a ausência de uma regulação equivalente à dos bancos tradicionais exige uma revisão nos requisitos de capital bancário para garantir a estabilidade do sistema financeiro. Atualmente, bancos tradicionais têm adotado posturas mais cautelosas, restringindo o crédito a essas instituições devido a riscos relacionados à qualidade dos colaterais oferecidos. Paralelamente, o Fed avalia a modernização de suas diretrizes para facilitar a implementação de inovações tecnológicas, como inteligência artificial e tokenização. A proposta central é que a supervisão bancária seja mais proporcional, adaptando-se ao tamanho e à complexidade de cada entidade para promover maior eficiência e segurança ao mercado.
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