A alta de custos e a dificuldade de acesso a crédito bancário levam incorporadoras a buscar captação via mercado de capitais para manter projetos.
O setor de construção civil enfrenta um cenário de desaceleração, com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) revisando a estimativa de crescimento para 2026 de 2% para 1,2%. A pressão inflacionária, evidenciada pela alta de 1,4% no INCC-M em abril — impulsionada pelo encarecimento do petróleo e instabilidades geopolíticas —, somada à burocracia e aos prazos prolongados dos bancos tradicionais, tem estrangulado o fluxo de caixa das incorporadoras. Como alternativa estratégica, o mercado de capitais tem ganhado protagonismo, com os FIDCs registrando uma captação líquida de R$ 4,5 bilhões apenas em abril. Estruturas de crédito privado, como as utilizadas pela Pilar Capital, tornaram-se fundamentais para viabilizar projetos imobiliários que somam mais de R$ 3 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), permitindo que as empresas contornem as limitações do sistema bancário convencional e mantenham a continuidade de suas operações.
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