O excesso de umidade na colheita chinesa comprometeu a qualidade do trigo, forçando o país a buscar o grão no mercado externo para repor estoques.
As chuvas intensas que atingiram as principais regiões produtoras de trigo na China, especificamente as províncias de Hubei e Henan, comprometeram cerca de 7% da safra local. O excesso de umidade causou a germinação precoce dos grãos, o que os desclassifica para o uso alimentício humano, redirecionando o produto para a indústria de ração animal. Esse cenário gera um déficit de oferta de trigo de alta qualidade, forçando o país a recorrer ao mercado internacional para recompor seus estoques estratégicos.
A tendência de aumento nas importações chinesas, que já cresceram 130,2% entre janeiro e abril de 2026, deve pressionar ainda mais os preços globais da commodity. O mercado internacional já opera sob tensão devido a fatores climáticos adversos, como a seca nos Estados Unidos e os impactos do fenômeno El Niño, que limitam a oferta global e elevam a volatilidade dos preços do trigo.
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