A Fifa conta com 211 seleções devido a critérios de admissão baseados em federações locais, enquanto a ONU exige soberania estatal para seus membros.
A discrepância entre o número de membros da Fifa e da ONU ocorre devido às naturezas distintas de cada organização. Enquanto a ONU exige soberania estatal, reconhecimento político internacional e a assinatura de sua Carta fundadora, a Fifa utiliza critérios baseados na organização administrativa do esporte. Para integrar a entidade máxima do futebol, basta que um território possua uma federação e uma liga local em funcionamento, o que permite a inclusão de nações constituintes, territórios autônomos e dependências que não possuem assento próprio nas Nações Unidas. Esse modelo explica casos como o do Reino Unido, que compete com quatro seleções separadas — Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte —, mas mantém uma representação unificada no cenário diplomático global. A estrutura da Fifa prioriza a representatividade esportiva regional em detrimento da soberania política exigida pelo direito internacional.
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