Marcos Troyjo aponta transição da globalização para a geopolítica
Economista destaca que tensões globais superam a integração econômica, exigindo que o Brasil priorize segurança estratégica e interesses nacionais.
Pontos principais
- O cenário global atual é definido por uma 'policrise' onde a geopolítica prevalece sobre a globalização.
- O protecionismo adotado pela gestão de Donald Trump visa garantir a segurança de cadeias produtivas críticas.
- O Brasil detém vantagens competitivas em segurança alimentar, energética e de minerais estratégicos.
- O conceito de ESG está sendo reinterpretado para focar em Economia, Segurança e Geopolítica.
O economista Marcos Troyjo avalia que o mundo atravessa uma fase de 'vingança da geopolítica', na qual os conflitos políticos e a busca por segurança superam a lógica da globalização econômica. Segundo o especialista, esse novo paradigma é marcado por uma 'policrise' e pelo protecionismo intensificado sob a gestão do presidente Donald Trump, que prioriza a resiliência das cadeias produtivas nacionais. Nesse contexto, o Brasil deve capitalizar suas vantagens competitivas em setores como segurança alimentar, energética e minerais críticos para financiar a inovação interna. Além disso, a relevância do acordo entre Mercosul e União Europeia cresce como uma resposta estratégica à competição entre EUA e China. A transição também reflete uma mudança no conceito de ESG, que passa a priorizar a Economia, a Segurança e a Geopolítica em detrimento do foco tradicional em ambiente, social e governança.
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