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Golfinhos fêmeas usam memória social para evitar machos agressivos

Estudo revela que fêmeas de golfinhos-nariz-de-garrafa reconhecem e evitam machos agressivos ao escolher parceiros durante o acasalamento.

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Foto: The Guardian World
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02/06 às 12:34

Pontos principais

  • Fêmeas memorizam o histórico comportamental de machos por décadas.
  • A pesquisa foi conduzida pela professora Stephanie King, da Universidade de Bristol.
  • O comportamento de esquiva é estratégico e focado no período reprodutivo.
  • Fêmeas com filhotes não apresentam o mesmo padrão de evitação observado em outras fases.

Um estudo liderado pela professora Stephanie King, da Universidade de Bristol, demonstrou que golfinhos-nariz-de-garrafa possuem uma estrutura social complexa baseada na memória individual. A pesquisa revelou que as fêmeas utilizam chamados únicos para identificar machos que apresentaram comportamentos agressivos no passado, permitindo que façam escolhas estratégicas durante a temporada de acasalamento. Essa capacidade de reconhecimento individual, que pode perdurar por décadas, funciona como um mecanismo de proteção e seleção sexual. O comportamento de esquiva, contudo, é variável: fêmeas que não estão em período reprodutivo, como aquelas que possuem filhotes, não demonstram a mesma cautela. A descoberta destaca a sofisticação cognitiva desses animais e a importância da memória social na manutenção da dinâmica populacional da espécie, evidenciando como a experiência prévia molda as interações reprodutivas no ambiente marinho.

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