O setor de tintas no Brasil atrai grandes players globais com foco em expansão, gerando consolidações e tensões por exclusividade no varejo.
O mercado brasileiro de tintas consolidou-se como um campo de batalha estratégico para as maiores companhias do mundo. Com o país ocupando a quarta posição no ranking global de produção, o setor atrai investimentos focados na fabricação local, uma medida necessária para contornar os elevados custos logísticos de transportar produtos com alto teor de água. A reconfiguração do setor tem sido marcada por intensas fusões e aquisições, que alteram a dinâmica de poder entre as marcas dominantes.
Essa disputa por participação de mercado escalou para o âmbito regulatório, com a AkzoNobel protocolando uma representação no Cade contra a Sherwin-Williams. A denúncia aponta supostas práticas de exclusividade no varejo após a aquisição da Suvinil. O cenário reflete não apenas a competição interna, mas também as tensões globais entre gigantes do setor, que buscam ampliar sua influência em um mercado com amplo potencial de expansão.
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