China tenta exportar modelo de vigilância estatal para Ilhas Salomão
Pequim implementou projeto de policiamento baseado na Experiência Fengqiao, gerando alertas sobre soberania e controle social no Pacífico.
Pontos principais
- O projeto-piloto nas Ilhas Salomão foi inspirado na Experiência Fengqiao, sistema chinês que incentiva a denúncia entre vizinhos.
- A iniciativa incluiu o treinamento de forças locais e a doação de equipamentos, levantando preocupações de aliados ocidentais como a Austrália.
- O programa foi suspenso após resistência da população local e temores sobre a coleta indevida de dados biométricos.
- A influência chinesa no país se intensificou após o rompimento diplomático das Ilhas Salomão com Taiwan em 2019.
A China tem buscado expandir seu modelo de vigilância estatal e controle social para além de suas fronteiras, utilizando as Ilhas Salomão como um laboratório para a exportação da Experiência Fengqiao. O sistema, que prioriza a vigilância comunitária e a denúncia entre cidadãos, foi introduzido por meio de acordos de segurança e treinamento policial. A estratégia de Pequim visa projetar poder e consolidar sua influência na região do Pacífico, aproveitando-se da aproximação diplomática iniciada em 2019. Contudo, a iniciativa enfrentou resistência local e críticas internacionais devido a preocupações com a soberania nacional e a coleta de dados biométricos. Embora o projeto tenha sido suspenso, o episódio evidencia a crescente tentativa da China de normalizar seus métodos de policiamento político em democracias frágeis, gerando alertas de segurança por parte de potências ocidentais como a Austrália.
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