O mercado de seguros brasileiro está implementando uma mudança significativa em seus modelos de análise de risco ao adotar o conceito de household. Em vez de restringir a avaliação ao CPF do segurado, as seguradoras agora incorporam o perfil comportamental de todos os moradores de uma mesma residência. Essa abordagem visa aumentar a precisão da precificação, utilizando uma base de dados mais ampla que inclui informações financeiras e transacionais. Estima-se que aproximadamente 30% dos vínculos domiciliares, anteriormente ignorados, passem a influenciar o custo final das apólices. A transição para esse modelo mais granular exige, contudo, o superação de desafios tecnológicos relacionados à interoperabilidade de dados entre diferentes indústrias, permitindo que as empresas ofereçam produtos mais alinhados ao risco real de cada núcleo familiar.
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