Mais de 100 organizações de defesa dos direitos das crianças e refugiados manifestaram forte oposição ao plano do governo do Reino Unido de utilizar inteligência artificial para verificar a idade de solicitantes de asilo. A tecnologia, baseada em estimativa facial, foi contratada pelo Home Office para ser aplicada em casos onde a idade do indivíduo é disputada. Especialistas em proteção infantil alertam que a ferramenta apresenta riscos significativos de imprecisão, o que poderia resultar na classificação errônea de menores como adultos. A preocupação central da coalizão é que essa falha algorítmica leve crianças a serem detidas em ambientes inadequados, violando protocolos de proteção. O debate destaca a crescente tensão sobre a ética e a confiabilidade da automação em decisões migratórias de alto impacto, levantando questionamentos sobre a responsabilidade do Estado na aplicação de tecnologias experimentais em populações vulneráveis.
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