A junta militar de Mianmar iniciou novas consultas públicas para viabilizar a retomada da Barragem de Myitsone, um projeto hidrelétrico de US$ 3,6 bilhões financiado pela China. A iniciativa, que estava suspensa há mais de dez anos devido a protestos populares, é vista como um movimento estratégico para fortalecer a influência geopolítica chinesa na região. No entanto, o plano enfrenta forte oposição, especialmente dos rebeldes Kachin, que controlam áreas próximas à obra e temem as consequências da construção.
A possível reativação do projeto coloca em risco a estabilidade da região, podendo desencadear uma nova onda de violência armada. Além das tensões políticas, a barragem é historicamente contestada por especialistas e pela população local devido aos danos ambientais irreversíveis e ao deslocamento forçado de comunidades. A tentativa da junta de avançar com a obra reflete a busca por apoio financeiro externo, ignorando os riscos de segurança e os impactos socioambientais negativos.
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