O regime norte-coreano mantém um controle absoluto sobre a narrativa familiar de Kim Jong-un, tratando a identidade de sua mãe, Ko Yong-hui, como um segredo de Estado. Durante seus 15 anos de governo, o líder nunca mencionou publicamente a figura materna, uma estratégia deliberada para proteger sua legitimidade. Analistas apontam que o sigilo é necessário porque Ko nasceu no Japão, integrando uma família 'zainichi', o que poderia ser interpretado como uma mancha social perante a rígida hierarquia do país. Ao ocultar essas origens, o regime busca blindar a 'linhagem do Monte Paektu', essencial para a autoridade da dinastia Kim. Esse silêncio institucional reflete a eficácia da censura estatal em gerir a imagem pública da liderança, garantindo que a percepção sobre a ascensão de Kim Jong-un permaneça alinhada aos interesses de propaganda do governo.
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