Projeto Apeiron quer criar índice para medir estresse ambiental
Pesquisadores do CESAR desenvolvem índice de resiliência metabólica para quantificar o impacto do ambiente em áreas urbanas através de IA.
Pontos principais
- O projeto Apeiron utiliza sensores para monitorar respostas biológicas de espécies como morcegos, ostras, árvores e abelhas.
- A iniciativa pretende criar um índice de 0 a 100 para padronizar a medição do estresse ambiental, funcionando de forma similar ao IDH.
- Os testes do sistema, que utiliza inteligência artificial para decodificar dados, estão previstos para começar em novembro no Recife.
- O objetivo final é fornecer dados para o planejamento urbano, tratando as cidades como organismos vivos que reagem ao meio.
O projeto Apeiron, conduzido pelo centro de inovação CESAR em Recife, busca criar um novo padrão para medir o impacto do ambiente nas cidades. A iniciativa utiliza inteligência artificial e sensores especializados para monitorar respostas metabólicas de diversas espécies, incluindo o ritmo de ostras, a transpiração de árvores e o comportamento de voo de abelhas. Ao decodificar esses sinais biológicos, os pesquisadores pretendem estabelecer um índice de resiliência metabólica, variando de 0 a 100, que funcione como uma métrica comparável ao IDH para avaliar a qualidade ambiental urbana. Com testes programados para iniciar até novembro, o projeto visa transformar a gestão das metrópoles ao tratá-las como organismos vivos. A tecnologia permitirá que gestores públicos utilizem dados precisos para planejar cidades mais resilientes e adaptadas às necessidades dos seres vivos que nelas habitam.
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