Produtividade na construção civil brasileira recua 20% em três décadas
Estudo da CNI aponta queda na relevância econômica do setor e defende a industrialização como solução para elevar a eficiência produtiva.
Pontos principais
- A participação da construção civil no PIB brasileiro caiu de 6,4% em 2013 para 3,6% em 2024.
- A produtividade por trabalhador no setor registrou queda de 20,4% entre 1995 e 2024.
- A produtividade atual do setor no Brasil equivale a apenas 7% da observada nos Estados Unidos.
- A informalidade atinge 75% da mão de obra, enquanto o déficit habitacional no país chega a quase 6 milhões de moradias.
- A CNI defende a industrialização dos processos e a qualificação profissional como pilares para a modernização do setor.
Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela um cenário de estagnação na construção civil brasileira, marcada por uma queda expressiva na produtividade e na relevância econômica nas últimas três décadas. O setor, que viu sua fatia no PIB ser reduzida quase pela metade desde 2013, enfrenta desafios estruturais profundos, como a baixa qualificação profissional e a alta informalidade, que compõe 75% dos postos de trabalho. A defasagem tecnológica é outro ponto crítico, resultando em uma eficiência que representa apenas 7% da produtividade norte-americana. Esse cenário é agravado pela pressão social do déficit habitacional, que soma quase 6 milhões de moradias no país. Para reverter o quadro, a CNI aponta a industrialização como o caminho necessário para a modernização, visando reduzir custos, otimizar prazos e elevar a competitividade frente aos padrões globais.
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