O conceito de pobreza de refrigeração destaca que a vulnerabilidade ao calor extremo vai além da simples falta de aparelhos de ar-condicionado. O problema é estrutural, envolvendo habitações inadequadas, falta de arborização urbana e desigualdades socioeconômicas que impedem o acesso a ambientes seguros. Atualmente, aproximadamente 600 milhões de pessoas em 28 países estão em risco, com grupos marginalizados, incluindo pessoas com deficiência e minorias raciais, sendo os mais afetados. A dependência exclusiva de sistemas de refrigeração artificial é vista como insustentável, pois sobrecarrega as redes elétricas e agrava as mudanças climáticas. Para especialistas, a solução exige o conceito de justiça térmica, que integra políticas de saúde, habitação e infraestrutura urbana, priorizando o planejamento adaptado às necessidades das comunidades mais expostas às temperaturas elevadas.
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