O conflito com o Irã expõe a vulnerabilidade energética da Europa, impulsionando investimentos no combustível sintético de aviação e-SAF.
A instabilidade geopolítica no Estreito de Ormuz, decorrente do conflito com o Irã, colocou a segurança energética da Europa em evidência. Como resposta à vulnerabilidade no fornecimento de combustíveis fósseis, o bloco europeu tem acelerado o interesse pelo e-SAF, um combustível sintético de aviação produzido a partir de hidrogênio e CO2. A tecnologia é vista como uma alternativa estratégica para garantir o abastecimento de aeronaves civis e militares, além de auxiliar nas metas de descarbonização de longo prazo.
Apesar do potencial, o setor enfrenta desafios significativos para ganhar escala. Atualmente, o custo de produção do e-SAF é cerca de dez vezes maior que o do querosene tradicional, o que limita sua competitividade. Para superar essas barreiras, a Comissão Europeia avalia a implementação de novos mecanismos de financiamento destinados a viabilizar a construção de fábricas e tornar o combustível uma alternativa viável para o mercado europeu.
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