A Europa enfrenta uma nova crise energética após ataques iranianos à usina de Ras Laffan, no Catar, que interromperam o fornecimento global de Gás Natural Liquefeito (GNL). A interrupção reduziu a oferta global em 20% em relação ao ano anterior, impactando a estratégia europeia de descarbonização e independência do gás russo, adotada após a invasão da Ucrânia. A usina de Ras Laffan, responsável por um quinto da oferta global de GNL, sofreu danos que eliminaram 17% de sua capacidade de produção, com reparos estimados em 3 a 5 anos.
Essa interrupção elevou os preços à vista do GNL e deve afetar desigualmente os países europeus, com Itália e Alemanha sendo as mais impactadas. A Agência Internacional de Energia projeta que a oferta global de GNL entre 2026 e 2030 ficará 15% abaixo das previsões pré-guerra. A dependência europeia do GNL americano deve se aprofundar, enquanto crescem os apelos para aliviar as sanções sobre hidrocarbonetos russos. O choque do GNL tende a ampliar a desvantagem da indústria europeia em relação aos rivais americanos e chineses devido aos altos custos de energia.
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