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EUA classificam PCC e CV como organizações terroristas

A medida visa restringir a atuação de facções brasileiras, impactando o sistema financeiro, vistos, o agronegócio e a cooperação internacional contra o crime.

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Foto: InfoMoney
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30/05 às 08:33 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Departamento de Estado dos EUA designou o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras a partir de 5 de junho.
  • A classificação permite que agências como CIA e Pentágono atuem contra as facções e possibilita o congelamento de ativos pelo Tesouro americano.
  • O sistema financeiro e o Pix enfrentam riscos de maior monitoramento e exigências de compliance para evitar sanções da OFAC.
  • Empresas do agronegócio e logística estão expostas a riscos de contaminação caso mantenham relações indiretas com entidades ligadas ao crime.
  • Big techs e plataformas de pagamento precisam reforçar mecanismos de filtragem para evitar a facilitação de transações proibidas.
  • O processo de vistos será mais rigoroso, com verificações detalhadas de histórico criminal e financeiro, embora não deva afetar o cidadão comum.
  • O governo brasileiro monitora os impactos da decisão sobre o sistema de pagamentos instantâneos e busca mitigar riscos de sanções internacionais.

A partir de 5 de junho, o governo dos Estados Unidos oficializou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida amplia a capacidade de atuação de agências americanas e permite que o Departamento do Tesouro bloqueie ativos e restrinja o acesso de instituições financeiras ao sistema em dólar. Analistas apontam que a decisão reflete a estratégia de segurança nacional do governo Trump para desmantelar redes criminosas transnacionais, impondo novos desafios de compliance para diversos setores da economia brasileira.

No Brasil, a medida gerou preocupações sobre o sistema Pix, devido a alegações de lavagem de dinheiro, e sobre o aumento das exigências para empresas e big techs. Setores como o agronegócio e a logística também estão sob alerta, com riscos de exposição à 'zona de contaminação' caso mantenham vínculos indiretos com entidades ligadas ao crime organizado. Embora o governo brasileiro busque entender as implicações jurídicas para mitigar sanções, especialistas ressaltam que o rigor adicional na análise de vistos e investimentos visa identificar conexões criminosas, sem restringir o turismo ou o intercâmbio de brasileiros que não possuam vínculos com as organizações designadas.

Fonte primária

U.S. Department of State — Office of the Spokesperson (Marco Rubio, Secretário de Estado)

Terrorist Designation of Comando Vermelho and Primeiro Comando da Capital

Em comunicado oficial assinado pelo Secretário de Estado Marco Rubio em 29 de maio de 2026, o Departamento de Estado dos EUA designou o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como Specially Designated Global Terrorists (SDGTs), com vigência imediata, e anunciou a intenção de designar os dois grupos como Foreign Terrorist Organizations (FTOs) a partir de 5 de junho de 2026 — a designação FTO entra em vigor com a publicação no Federal Register. O Departamento descreve CV e PCC como "duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil", que juntas "comandam milhares de membros" e "orquestraram ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis", afirmando que sua influência e redes ilícitas "se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a região e até dentro dos EUA". A ação é fundamentada na seção 219 do Immigration and Nationality Act (base legal para FTO) e na Executive Order 13224 (base legal para SDGT). O comunicado enquadra a medida na política do governo Trump de "desmantelar cartéis e organizações criminosas na região" e de cortar fluxos de receita de "narcoterroristas violentos", sem citar nomes individuais de lideranças nem detalhar sanções financeiras ou restrições de viagem específicas além das que decorrem automaticamente dos enquadramentos SDGT/FTO.

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