O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou publicamente o desejo de retomar o controle estatal de empresas como a Eletrobras e a BR Distribuidora, classificando os processos de privatização realizados em gestões anteriores como ineficientes e prejudiciais à soberania nacional. Durante eventos recentes, como a visita à unidade da Fafen em Sergipe, o mandatário reforçou que a reestatização permanece como um objetivo, embora tenha admitido que a concretização do plano enfrenta barreiras significativas. Lula destacou que as cláusulas contratuais estabelecidas durante as privatizações encarecem o processo de recompra, chegando a classificar o modelo adotado na Eletrobras como 'canalha' por dificultar a reversão estatal.
Além da Eletrobras e da BR Distribuidora, o presidente também criticou a privatização da Sabesp, associando essas medidas a uma política de 'entreguismo'. Apesar do tom crítico, o governo reconhece a complexidade jurídica e financeira do cenário. No caso da BR Distribuidora, restrições contratuais impedem intervenções estatais até 2029. Sobre a Petrobras, Lula enfatizou a importância da responsabilidade política sobre os resultados da estatal, mas ressaltou que não pretende interferir na gestão técnica da companhia, reconhecendo as limitações impostas pela governança da empresa, que possui ações listadas na Bolsa de Nova York.
InfoMoney • 29 mai, 17:09
UOL - Economia • 29 mai, 14:37
Agência Brasil - EBC • 29 mai, 15:54
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