A tentativa de Bill Ackman, por meio da Pershing Square Capital, de assumir o controle da Universal Music encontrou um obstáculo significativo. O Grupo Bolloré, acionista majoritário com cerca de 40% dos direitos de voto, rejeitou formalmente a oferta de US$ 65 bilhões, argumentando que o valor subestima o potencial da companhia. Para que a aquisição avance, a proposta precisa conquistar o apoio de pelo menos dois terços dos acionistas, um cenário que se tornou incerto devido à oposição de investidores estratégicos como a Vivendi e a Tencent Holdings. Além da questão financeira, a estratégia de Ackman previa a migração da listagem das ações para a Bolsa de Valores de Nova York. O impasse ocorre em um momento de fragilidade para a gravadora, cujos papéis acumulam queda de quase 30% nos últimos 12 meses diante de resultados operacionais pressionados.
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