A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos trouxe novos elementos ao debate sobre segurança e política no Brasil. A medida, que segue o padrão de atuação do presidente Donald Trump contra grupos criminosos, é vista por especialistas como uma faca de dois gumes: embora possa fortalecer pautas de segurança pública, como as defendidas por Flávio Bolsonaro, também expõe o governo Lula a críticas de soberania. Existe um temor de que sanções financeiras decorrentes da nova classificação atinjam figuras influentes da política e do mercado financeiro com vínculos indiretos com o crime organizado. Contudo, o acadêmico Dawisson Belém Lopes pondera que o impacto econômico real no Brasil tende a ser limitado, uma vez que o sistema bancário brasileiro possui mecanismos de defesa contra pressões externas, mantendo a estabilidade do setor diante da nova diretriz americana.
G1 Política • 29 mai, 11:01
BBC Brasil • 29 mai, 10:22
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