China critica passagem de navio canadense pelo Estreito de Taiwan
Pequim contesta a navegação da fragata HMCS Charlottetown, alegando que a liberdade de trânsito não deve comprometer sua soberania territorial.
Pontos principais
- A fragata canadense HMCS Charlottetown realizou uma travessia pelo Estreito de Taiwan, gerando protestos de Pequim.
- O governo chinês sustenta que possui soberania absoluta sobre a região, rejeitando a classificação de hidrovia internacional.
- Taiwan defende que o estreito é uma via de navegação internacional e mantém monitoramento constante da área.
- A China afirma respeitar o direito internacional de navegação, desde que não ameace sua segurança nacional.
O governo chinês manifestou oposição formal à passagem da fragata canadense HMCS Charlottetown pelo Estreito de Taiwan, um corredor marítimo estratégico que Pequim reivindica como parte de seu território soberano. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, declarou que, embora o país respeite a liberdade de navegação prevista no direito internacional, tais operações não podem ser utilizadas como pretexto para minar a segurança ou a soberania chinesa. Em contrapartida, autoridades de Taiwan reiteraram que o estreito funciona como uma hidrovia internacional, garantindo o direito de passagem a embarcações estrangeiras. O episódio reflete a tensão contínua na região, onde a presença de navios de países aliados de Taiwan é frequentemente interpretada por Pequim como uma provocação política, enquanto Taipé mantém mecanismos de vigilância para monitorar as movimentações militares em seu entorno.
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