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Banco da Inglaterra sinaliza tolerância com inflação acima da meta

Andrew Bailey prioriza o estímulo econômico, permitindo inflação acima de 2% desde que não haja efeitos secundários nos preços.

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Foto: Bloomberg - Markets
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29/05 às 07:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Banco da Inglaterra prioriza o suporte à economia real diante da atual desaceleração e fragilidade econômica.
  • A tolerância com a inflação acima da meta de 2% é temporária e condicionada à ausência de efeitos de segunda ordem.
  • O banco central descartou cortes de juros previstos devido aos impactos geopolíticos do conflito no Oriente Médio.
  • Dados de PMIs e do mercado de trabalho confirmam a perda de fôlego da economia britânica nos últimos meses.
  • A inflação no Reino Unido atingiu 2,8% em abril, com projeções de nova aceleração no curto prazo.

O governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, indicou que a instituição pode permitir que a inflação permaneça temporariamente acima da meta oficial de 2% para impulsionar a economia britânica. Durante conferência em Reykjavík, Bailey destacou que a medida visa oferecer suporte ao crescimento em um cenário de incertezas, priorizando a estabilidade econômica frente a pressões inflacionárias, desde que estas não gerem efeitos de segunda ordem que desancorem as expectativas de preços a longo prazo.

Apesar da flexibilidade sinalizada, o cenário monetário permanece complexo. O Banco da Inglaterra descartou cortes de juros anteriormente planejados, citando os impactos do conflito no Oriente Médio sobre a economia global. O aperto nas condições financeiras já é refletido no aumento das taxas de empréstimos hipotecários e nos rendimentos de títulos públicos. Com a inflação em 2,8% em abril e indicadores de atividade como os PMIs apontando perda de fôlego, a autoridade monetária busca equilibrar o controle inflacionário com a necessidade de evitar uma desaceleração severa.

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