O mercado financeiro argentino vive um momento de inflexão, com analistas do Itaú BBA destacando que a valorização dos ativos locais depende agora da compressão do spread soberano e da manutenção do rigor fiscal. O governo implementou um ajuste robusto, reduzindo as despesas federais para menos de 15% do PIB, o que foi reconhecido pela agência Fitch com a elevação da nota de crédito do país para B-. O setor de energia tem sido um pilar central desse otimismo, especialmente devido aos investimentos em Vaca Muerta e ao Regime de Incentivo para Grandes Investimentos (RIGI), que já soma US$ 30 bilhões em projetos aprovados. A sustentabilidade desse rali, contudo, permanece atrelada à estabilidade política e à continuidade das reformas estruturais, fatores cruciais para a confiança dos investidores no horizonte de longo prazo até as eleições presidenciais de 2027.
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