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Austrália processa 3M em valor recorde por contaminação por PFAS

O governo australiano busca US$ 1,43 bilhão da 3M por danos ambientais causados por 'químicos eternos' em bases militares, alegando omissão de riscos.

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Foto: ABC News US World
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28/05 às 01:32 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A ação judicial busca indenização recorde de US$ 1,43 bilhão por contaminação ambiental.
  • O governo alega que a 3M omitiu riscos conhecidos sobre as espumas de combate a incêndio com PFAS.
  • O processo visa recuperar custos de gestão após a remoção de 200 mil toneladas de solo contaminado.
  • A 3M, conhecida globalmente por produtos como o Post-it, nega as acusações e afirma que cessou a venda desses produtos há 20 anos.
  • Os PFAS são substâncias persistentes que já geraram litígios contra a empresa nos EUA e na Bélgica.
  • A contaminação foi detectada em diversas bases de defesa espalhadas pelo território australiano.

O governo da Austrália iniciou uma ação judicial sem precedentes contra a multinacional 3M, buscando uma indenização de 1,43 bilhão de dólares. O processo decorre da contaminação ambiental provocada pelo uso de substâncias per e polifluoroalquil (PFAS), conhecidas como 'produtos químicos eternos', presentes em espumas de combate a incêndios utilizadas em bases militares. O governo alega que a empresa, famosa pela fabricação de itens como o Post-it, tinha conhecimento prévio dos riscos associados a esses compostos, mas falhou em divulgá-los. A omissão teria resultado na necessidade de remoção de 200 mil toneladas de solo contaminado em diversas instalações de defesa do país, consolidando este caso como um dos maiores litígios ambientais da história australiana.

A 3M, por sua vez, nega as acusações e sustenta que nunca fabricou PFAS em solo australiano, ressaltando que a comercialização dos produtos em questão foi encerrada há duas décadas. A companhia, que já enfrentou disputas judiciais similares nos Estados Unidos e na Bélgica, mantém sua posição de defesa enquanto o caso avança nos tribunais. A empresa argumenta que não deve ser responsabilizada pela persistência dessas substâncias no ambiente após o encerramento da venda dos itens específicos.

O litígio reflete uma tendência global de maior rigor na responsabilização corporativa por danos ecológicos causados por substâncias de alta persistência. A preocupação das autoridades australianas se concentra nos riscos à saúde pública e ao ecossistema a longo prazo, visto que os PFAS não se degradam facilmente. O desfecho deste processo pode estabelecer um precedente importante para futuras disputas envolvendo a responsabilidade de fabricantes por danos ambientais causados por produtos químicos de longa duração.

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