Uma análise recente da inteligência sueca sugere que a economia da Rússia enfrenta uma fragilidade significativamente maior do que os indicadores oficiais do Kremlin indicam. Enquanto o governo reporta um crescimento de 13% no período entre 2020 e 2024, os dados suecos apontam para uma contração real de 8%. Essa discrepância é agravada por uma inflação persistente que corrói o poder de compra das famílias e pelo uso intensivo do fundo soberano para sustentar o esforço de guerra, deixando o país exposto a oscilações nos preços do petróleo. O cenário tem gerado apreensão entre as elites russas e contribuído para a queda na popularidade de Vladimir Putin, que atingiu 65,6%. Além das pressões imediatas, a Rússia lida com desafios estruturais de longo prazo, como a escassez de mão de obra e o declínio demográfico, que ameaçam a viabilidade econômica do país até 2030.
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