Número de fazendas leiteiras intensivas mais que dobra no Reino Unido
Investigação aponta que o confinamento permanente de vacas leiteiras cresceu devido à pressão financeira sobre os produtores britânicos.
Pontos principais
- O número de fazendas leiteiras intensivas no Reino Unido saltou de 70 para 180 na última década.
- A prática, apelidada de 'vacas de bateria', mantém animais em ambientes fechados sem acesso a pastagens.
- O aumento do confinamento é impulsionado pela necessidade de reduzir custos operacionais em um mercado volátil.
- Muitos produtores rurais enfrentam prejuízos financeiros recorrentes ao vender leite abaixo do custo de produção.
- O modelo de criação industrial levanta debates sobre o bem-estar animal e os padrões de produção no setor.
Uma investigação conduzida pelo Bureau of Investigative Journalism revelou um crescimento expressivo no número de fazendas leiteiras intensivas no Reino Unido, onde o confinamento permanente de vacas mais do que dobrou nos últimos dez anos. Atualmente, pelo menos 180 unidades operam sob o modelo de criação em ambientes fechados, em comparação com as 70 registradas em 2015. A transição para esse sistema industrial é motivada principalmente pela pressão financeira, já que os produtores buscam otimizar custos diante de um cenário de margens de lucro reduzidas e prejuízos constantes na venda do leite. A expansão das chamadas 'vacas de bateria' tem gerado preocupações crescentes entre especialistas e defensores dos direitos dos animais, que questionam as condições de bem-estar impostas pela ausência de acesso a áreas externas e o impacto desse modelo na sustentabilidade da pecuária leiteira a longo prazo.
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