Lei de Maquila atrai empresas brasileiras para o Paraguai
Regime fiscal paraguaio atrai indústrias brasileiras com redução de custos operacionais, impostos menores e maior flexibilidade trabalhista.
Pontos principais
- Empresas brasileiras representam 69% das indústrias operando sob o regime de Maquila no Paraguai.
- O modelo permite a importação de insumos com suspensão de tributos para produtos destinados à exportação.
- Mais de 200 empresas brasileiras migraram parte de suas operações para o país desde 2007.
- A carga tributária e encargos trabalhistas no Paraguai podem ser significativamente menores que no Brasil.
- O programa não exige investimento mínimo e foi expandido para incluir setores de tecnologia e serviços.
A Lei de Maquila tem se consolidado como um importante atrativo para empresas brasileiras que buscam maior competitividade no mercado internacional. O regime permite que companhias instaladas no Paraguai importem insumos com suspensão de tributos, desde que a produção seja voltada à exportação. Além da carga tributária reduzida, que pode chegar a cerca de 12% — em contraste com os quase 80% observados em alguns setores brasileiros —, as empresas apontam a flexibilidade na legislação trabalhista e o menor custo operacional como fatores decisivos para a migração de operações. Desde 2007, mais de 200 empresas brasileiras já transferiram parte de suas atividades para o país vizinho.
Atualmente, o Brasil lidera a ocupação desse regime, representando 69% das indústrias beneficiadas. A ausência de exigência de investimento mínimo para a instalação, somada à recente expansão do programa para os setores de tecnologia e serviços, reforça a estratégia paraguaia de diversificar sua base econômica. O modelo tem consolidado o Paraguai como um polo de manufatura e prestação de serviços na região, oferecendo um ambiente de negócios com menor burocracia e custos estruturais mais competitivos para companhias que buscam eficiência produtiva.
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