Um estudo realizado pela ABStartups em parceria com a USP revela que, embora o ecossistema de agtechs brasileiro apresente maturidade e alta capacidade de inovação, o acesso a capital ainda enfrenta uma forte barreira geográfica. A concentração de 70% dos investimentos dentro dos estados de origem das empresas limita a expansão nacional, evidenciando um descompasso entre a localização das startups e as regiões de maior produção agrícola, como o Centro-Oeste. O setor, que tem no modelo SaaS sua principal fonte de receita, demonstra resiliência através de frequentes processos de pivotagem para atender às necessidades específicas do campo. A integração com instituições de pesquisa e hubs de inovação, praticada por 79% das agtechs, é apontada como um fator determinante para a sobrevivência e o desenvolvimento tecnológico dessas empresas em um mercado cada vez mais competitivo.
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