Investidora lucra com títulos da dívida venezuelana após default
A estratégia de manter ativos em default durante a crise na Venezuela gerou retornos significativos para a investidora Tina Vandersteel.
Pontos principais
- Tina Vandersteel, da gestora GMO, acumulou US$ 1 bilhão em títulos venezuelanos após o calote de 2017.
- A aposta baseou-se na riqueza petrolífera do país e na crença de que o pagamento aos credores ocorreria a longo prazo.
- A captura de Nicolás Maduro por Donald Trump em 2026 e a guerra no Irã impulsionaram a valorização dos papéis.
- O fundo de Vandersteel superou o benchmark com retornos de 22% no último ano.
- A gestora agora busca novas oportunidades de arbitragem em dívida israelense.
A investidora Tina Vandersteel, da gestora GMO, obteve lucros expressivos ao manter uma estratégia contrária ao mercado em relação aos títulos da dívida venezuelana. Após o default de 2017, enquanto a maioria dos investidores liquidou suas posições, Vandersteel acumulou cerca de US$ 1 bilhão em ativos, apostando que a riqueza petrolífera do país forçaria o pagamento a longo prazo. A tese foi validada pela recente retomada dos pagamentos, impulsionada por mudanças no cenário geopolítico, incluindo a captura de Nicolás Maduro pelo governo de Donald Trump em janeiro de 2026 e os impactos da guerra no Irã. Com retornos de 22% no último ano, superando o benchmark, a gestora agora expande sua atuação, buscando oportunidades de arbitragem em dívida israelense para aproveitar o prêmio de risco na região.
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