O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou uma redução de 50% em seu salário e nos vencimentos de seus ministros, buscando demonstrar austeridade diante da severa crise que assola o país. A nação atravessa o momento econômico mais crítico dos últimos 40 anos, agravado por uma inflação de 14% e pela escassez de reservas em dólares. A situação é intensificada por bloqueios em rodovias, que já duram quatro semanas, impedindo o abastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos em centros como La Paz e El Alto. Enquanto manifestantes protestam contra o custo de vida e exigem a renúncia do mandatário, o governo defende que os cortes de gastos são essenciais para a estabilização das finanças. O Executivo atribui a instabilidade a uma articulação de Evo Morales e denunciou o cenário à Organização dos Estados Americanos (OEA) como uma ameaça à ordem democrática.
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