Huawei aposta na 'Lei de Escala Tau' para contornar restrições dos EUA a chips
Em vez de transistores menores, a proposta encurta o atraso na propagação dos sinais; ações de fabricantes chineses dispararam.
Pontos principais
- He Tingbo, presidente da divisão de semicondutores da Huawei, revelou a 'Lei de Escala Tau' em congresso em Xangai
- Proposta troca a busca por transistores menores pela redução do atraso na propagação dos sinais, sem máquinas de litografia EUV barradas à China
- Huawei afirma que, até 2031, seus chips alcançarão densidade equivalente à de processos de 1,4 nanômetro
- A empresa não divulgou teste independente; analistas ponderam que densidade 'equivalente' não é um processo real de 1,4 nm
- Atuais chips Kirin da Huawei são fabricados pela SMIC em torno de 7 nm
Em um congresso de engenharia em Xangai, a presidente da divisão de semicondutores da Huawei, He Tingbo, revelou a 'Lei de Escala Tau', a aposta chinesa para contornar as restrições americanas a equipamentos de fabricação de chips. Em vez de perseguir transistores cada vez menores, a proposta é encurtar o atraso na propagação dos sinais dentro do chip para ganhar velocidade e eficiência sem as máquinas de litografia ultravioleta extrema (EUV), as mais avançadas do mundo e barradas à China pelas sanções dos EUA.
A Huawei afirma que, até 2031, seus chips de ponta vão alcançar densidade de transistores equivalente à dos processos de 1,4 nanômetro, fronteira que TSMC e Samsung devem atingir pela via tradicional. A empresa não divulgou nenhum teste independente, e analistas ponderam que uma densidade 'equivalente' não é o mesmo que um processo real de 1,4 nm: os atuais chips Kirin da Huawei são fabricados pela chinesa SMIC em torno de 7 nm. Ainda assim, as ações de fabricantes chineses reagiram com força, com a SMIC subindo mais de 17% em Xangai e a Piotech, mais de 18%.
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